O médico obedeceu. E quando terminou, os olhos arrasados de lágrimas, deixou-se caír sôbre uma cadeira, p'ra ali, varado de espanto.

—É assombroso!

Hipólito arrancou-lhe das mãos, trémulas pela comoção, a carta, cujo final releu em voz alta: «... Pois bem. Afirmarei, ou darei a perceber a todo o mundo que sou tua amante; dêste modo nenhum outro homem me quererá...»

—É assombroso! repetia o médico estonteado.—E é uma criança! é uma criança que faz disto!...[{112}]

Emquanto Hipólito, a chorar, concluia:

«Se me desmentes... mato-me. E tu bem sabes—sim, tu bem sabes!—como eu sou capaz de cumprir fielmente o que prometo...»[{113}]

Eureka!

[{114}]
[{115}]

Eureka!

"—Je vous demande pardon: vous étes bien monsieur Boubouroche?"

COURTELINE.