—Fale, meu amigo, fale, disse o médico ancioso por o ouvir.—Prestar-lhe-ei, creia, toda a atenção. Fale...
Hipólito hesitou; aprumou-se, procurando dar às suas palavras um tom solene, de grande sinceridade.
—Maria Cândida não está culpada; Maria Cândida não é, nem nunca foi minha amante![{111}]
—Que me diz?!
—A verdade! Maria Cândida é tão virtuosa, hoje, tão pura e imaculada como na hora em que pela primeira vez a encontrei. Não me acredita? Juro-lhe.
O médico fitou-o, desconfiado, surprezo.
—Conhece esta letra? disse Hipólito.
E colocou-lhe diante dos olhos um papel cuidadosamente retirado da carteira.
—Conheço. É a letra de Maria Cândida.
—Pois é. Leia!