—Cante uma de outro.

—Oh! por Deus, minha senhora! Eu só canto as minhas. O Bilac—conhecem?—quiz fazer-me uma modinha, eu não aceitei; você não entende de violão, seu Bilac. A questão não está em escrever uns versos certos que digam cousas bonitas; o essencial é achar-se as palavras que o violão pede e deseja. Por exemplo: se eu dissesse, como em começo quiz, n'O Pé, uma modinha minha: o teu pé é uma folha de trevo—não ia com o violão. Querem ver? E ensaiou em voz baixa, acompanhando pelo instrumento: o—teu—pé—é—uma—folha—de—tre—vo.

—Vejam, continuou elle, como não dá. Agora reparem: o—teu—pé—é—uma—uma—ro—sa—de—myr—rha. É outra cousa, não acham?

—Não ha duvida, disse a irmã de Quaresma.

—Cante esta, convidou o major.

—Não, objectou Ricardo. Está velha, vou cantar a Promessa, conhecem?

—Não, disseram os dous irmãos.

—Oh! Anda por ahi como as Pombas do Raymundo.

—Cante lá, Sr. Ricardo, pediu D. Adelaide.

Ricardo Coração dos Outros por fim afinou ainda uma vez o violão e começou em voz fraca: