Quaresma espantou-se, titubeou, mas retorquiu:

—Mas, mão é isso, Marechal. V. Ex. com o seu prestigio e poder, está capaz de favorecer, com medidas energicas e adequadas, o apparecimento de iniciativas, de encaminhar o trabalho, de favorecel-o e tornal-o remunerador... Bastava, por exemplo...

Atravessavam o portão da velha quinta de Pedro I. O luar continuava lindo, plastico e opalescente. Um grande edificio inacabado que havia na rua, parecia terminado, com vidraças e portas feitas com a luz da lua. Era um palacio de sonho.

Floriano já ouvia Quaresma muito aborrecido. O bonde chegou; elle se despediu do Major, dizendo com aquella sua placidez de voz:

—Você, Quaresma, é um visionario...

O bonde partiu. A lua povoava os espaços, dava physionomia ás cousas, fazia nascer soalhos em nossa alma, enchia a vida, enfim, com a sua luz emprestada...

III
...E TORNARAM LOGO SILENCIOSOS...

—Eu tenho experimentado tudo, Quaresma, mas não sei... não ha meio!

—Já a levou a um medico especialista?