A molestia tinha posto mais firmeza nos traços de Ismenia, tinha-lhe diminuido a lassidão, tirado o mortiço dos olhos e os seus lindos cabellos castanhos, com reflexos de ouro, mais bellos se faziam quando cercavam a pallidez de sua face.

Raro era falar muito; e assim foi que, naquelle dia, se espantou muito D. Maricota com a loquacidade da filha.

—Mamãe, quando se casa Lalá?

—Quando se acabar a revolta.

—A revolta ainda não acabou?

A mãe respondeu-lhe e ella esteve um instante calada, olhando o tecto, e, após essa contemplação disse á mãe:

—Mamãe... Eu vou morrer...

As palavras sairam-lhe dos labios, seguras, doces e naturaes.

—Não diga isso, minha filha, adiantou-se D. Maricota. Qual morrer! Você vai ficar boa; seu pai vai levar você para Minas; você engorda, toma forças...

A mãe dizia-lhe tudo isso devagar, alisando-lhe a face com a mão, como se tratasse de uma criança. Ella ouvia tudo com paciencia e voltou por sua vez serenamente: