O jogo continuava silenciosamente e a noite avançava. No fim das mãos fazia-se um breve commentario ou outro, e no começo ouviam-se unicamente as falas sacramentaes do jogo; sólo, bólo, melhoro, passo. Feitas ellas jogava-se em silencio; da sala, porém, vinha o ruido festivo das dansas e das conversas.
—Olhem quem está ahi!
—O Genelicio, fez Caldas. Onde estiveste, rapaz?
Deixou o chapéo e a bengala numa cadeira e fez os cumprimentos. Pequeno, já um tanto curvado, chupado de rosto, com um pince-nez azulado, todo elle trahia a profissão, os seus gostos e habitos. Era um escripturario.
—Nada, meus amigos! Estou tratando dos meus negocios.
—Vão bem? perguntou Florencio.
—Quasi garantido. O Ministro prometteu... Não ha nada, estou bem cunhado!
—Estimo muito, disse o General.
—Obrigado. Sabe de uma cousa, General?
—O que é?