ARMINDA E HENRIQUE
Henrique
(Abrindo cautelosamente a porta de fundo, entrando a medo e penetrando a pouco e pouco no aposento, falla a meia voz).
Ninguem!... Sómente a paz religiosa
Da verdade!... Só graça harmoniosa
Da virtude!... Sómente o ar suavissimo
Do bem!... O perfumado e o dulcissimo
Aroma a castidade.. que trahi!...
(Respirando desafogadamente)
Ah! Como se respira bem aqui!...
Deixai-me que, aspirando a longos tragos
O balsamo do amor e dos affagos,
Eu bem me purifique no sacrario
Que envolve o precioso relicario
Do natural, do justo, do acceitavel!
(Suspirando de novo)
Ah! Sim! mas que atmosphera respiravel
A realidade!
(Começa o dialogo natural entre os dois, que se não vêem e se não ouvem um ao outro)
Arminda