Oh! rosto tão suave de mulher!
Perfil tão nobre, tão grande, tão sério,
Como não será muito o teu soffrer!
Semblante de bondade, a contrastar
Com falsos attractivos de mundanas!
Aqui, traços de paz bem salutar,
(Em meditação)
N'aquellas... linhas torpes e profanas!
Rosto meigo que outr'ora me prendeu,
A elle regresso, a elle vão meus passos,
E crê que vou guiado pelo ceu,
Buscando, d'amizade, os santos laços.
(Beijando o retrato e levantando-se de subito)
Ah! É verdade! Tenho d'ella um filho!
Nem me lembrava d'esse poderio!...
Foi a fatalidade do meu trilho,
E complemento do meu desvario...
Comtudo, não importa, porque em suma,
(Conformando-se)
É producto de falsas relações
Que se dissolvem, qual tenue espuma...
Existe uma creança; mas razões
Me forçam a esquece-la já tambem.
(Tirando do bolso uma carteira)
Concedendo dinheiro em abundancia
Para que Margarida, como mãe,
Provenha ao alimento dessa infancia.
(Pousando a carteira na meza e espreitando em silencio a uma porta lateral){7}