(Crusando os braços)
Mentira! e hypocrisia! Diga-me antes
Que se abriga ao producto d'uns amantes!
Que se abraça á tristissima irrisão
Da mais adulterina concepção!
Diga antes, que se acolhe na sentença
Que me fôra ditada; e que em presença
D'esse escarneo, se prova a hediondez
D'um crime, que a vingança traz e fêz!
Diga-me, antes, senhora, que aconchega
O fructo que a immoral lhe deu e lega
Como espelho constante de traição,
Como sobrio reflexo da illusão
Em que cahi!...
Arminda
(Levantando-se e enchendo-se de coragem)
Pois seja! Assim o diga!...
Esta creança...
Henrique
(Interrompendo)
O insulto!...
Arminda
(Interrompendo)