(Avançando e exclamando)

Minha filha! Meu Deus! Grande verdade!
É a isto que se chama honestidade?

Arminda

(Continuando, emquanto Henrique fita a creança succumbida)

Vejam?! E era, era então este senhor,
O grande, o grande espelho reflector
Do meu crime?!

(Vendo que Henrique emudece)

Ande? Diga? accuse e insulte,
Para que todo o mundo veja e ausculte
A farça attribuida! Vamos, falle?
Porque emudece?

(Apontando para a creança)

Tem aqui o mal,
E é ante elle que deve demonstrar
O cynismo, a baixeza d'este lar,
E tudo o mais que omitto, occulto e callo!{47}

Henrique