—A senhora é a flor desta sua terra. Quem a colherá? Alguem sei eu que a merece...

Guiomar ficou séria, e desviou brandamente as mãos da ingleza, murmurando:

—Mrs. Oswald, falemos de outra cousa.


[VII]

Um rival.

Não era a primeira vez que Mrs. Oswald alludia a alguma cousa que desagradava a Guiomar, nem a primeira que esta lhe respondia com a sequidão que e leitor viu no fim do capitulo anterior. A boa ingleza ficou séria e calada alguns dous ou tres minutos, a olhar para Guiomar, apparentemente buscando interrogar-lhe o pensamento, mas na realidade sem saber como sair de situação. A moça rompeu o silencio:

—Está bom, disse ella sorrindo, não vejo razao para que se zangue commigo.

—Não estou zangada, acudiu promptamente Mrs. Oswald. Zangada porque? Pêza-me, de certo, que a natureza me não dê razão, e que uma alliança tão conveniente, para ambos, seja repellida pela senhora; mas se isto é motivo de desgosto, não pode sel-o de zanga....

—Desgosto?