—Longe vá o agouro! exclamou a ingleza. Não lhe aconteceu nada; a senhora baroneza dorme naturalmente a somno solto. Venho porque do meu quarto pareceu-me ouvir rumor de passos aqui, e depois vi luz. Pensei que tivesse algum incommodo. Mas, pelo que vejo, continuou a ingleza deitando os olhos para a mezinha em que pousava o livro aberto,—pelo que vejo ainda não acabou de ler o seu romance...
—Não li ainda uma linha, depois que me recolhi, respondeu Guiomar cravando os olhos no rosto da ingleza, como tomada de um pensamento subito.
—Deveras!
—Li outra cousa, continuou a moça; li este papel.
Mrs. Oswald inclinou-se para ler também o papel, que aliás adivinhou qual fosse; Guiomar atirou-o sobre a mesa.
—Não precisa, disse ella; é uma declaração amorosa.
—De quem? perguntou a ingleza abrindo uns olhos espantados e obedientes.
—Leia o nome.
Mrs. Oswald leu a assignatura da carta, que a moça do novo lhe apresentava.
—Naturalmente, continuou Guiomar, ha nisto obra sua...