—Não, não, eu não sou teu pae!


[CXXXVIII]

Capitú que entra.

Quando levantei a cabeça, dei com a figura de Capitú deante de mim. Eis ahi outro lance, que parecerá de theatro, e é tão natural como o primeiro, uma vez que a mãe e o filho iam á missa, e Capitú não saía sem falar-me. Era já um falar secco e breve; a mór parte das vezes, eu nem olhava para ella. Ella olhava sempre, esperando.

Desta vez, ao dar com ella, não sei se era dos meus olhos, mas Capitú pareceu-me livida. Seguiu-se um daquelles silencios, a que, sem mentir, se pódem chamar de um seculo, tal é a extensão do tempo nas grandes crises. Capitú recompoz-se; disse ao filho que se fosse embora, e pediu-me que lhe explicasse...

—Não ha que explicar, disse eu.

—Ha tudo; não entendo as tuas lagrimas nem as de Ezequiel. Que houve entre vocês?

—Não ouviu o que lhe disse?

Capitú respondeu que ouvira choro e rumor de palavras. Eu creio que ouvira tudo claramente, mas confessal-o seria perder a esperança do silencio e da reconciliação; por isso negou a audiencia e confirmou unicamente a vista. Sem lhe contar o episodio do café, repeti-lhe as palavras do final do capitulo.