—A primeira é que só se ha de confessar commigo, para eu lhe dar a penitencia e a absolvição. A segunda é que...

—A primeira está promettida, disse ella vendo-me hesitar, e accrescentou que esperava a segunda.

Palavra que me custou, e antes não me chegasse a sair da boca; não ouviria o que ouvi, o não escreveria aqui uma cousa que vae talvez achar incredulos.

—A segunda... sim... é que... Promette-me que seja eu o padre que case você?

Que me case? disso ella um tanto commovida.

Logo depois fez descair os labios, e abanou a cabeça.

—Não, Bentinho, disse, seria esperar muito tempo; você não vae ser padre já amanhã, leva muitos annos... Olhe, prometto outra cousa; prometto que ha de baptisar o meu primeiro filho.


[XLV]

Abane a cabeça, leitor.