A ceremonia era a do costume. Natividade cuidou que ia vel-os entrar juntos e affirmarem juntos o compromisso regimental. Viriam assim como os trouxera no ventre e na vida. Contentou-se de os admirar separadamente, Paulo primeiro, Pedro depois, ambos graves, e ouviu-lhes cá de cima repetira formula com voz clara e segura. A ceremonia foi curiosa para as galerias, graças á semelhança dos dous; para a mãe foi commovedora.
—Estão legisladores, disse Ayres no fim.
Natividade tinha os olhos gloriosos. Ergueu-se e pediu ao velho amigo que as acompanhasse á carruagem. No corredor acharam os dous recentes deputados, que vinham ter com a mãe Não consta qual delles a beijou primeiro; não havendo regimento interno nesta outra camara, póde ser que fossem ambos a um tempo, mettendo-lhes ella a cara entre as bocas, uma face para cada um. A verdade é que o fizeram com egual ternura. Depois voltaram ao recinto.
[CAPITULO CXVIII]
Cousas passadas, cousas futuras
Indo a entrar na carruagem, Natividade deu com a egreja de S. José, ao lado, e um pedaço do morro do Castello, a distancia. Estacou.
—Que é? perguntou Ayres.
—Nada, respondeu ella entrando e estendendo-lhe a mão. Até logo?
—Até logo.