—Cousas futuras! murmurou finalmente a cabocla.

—Mas, cousas feias?

—Oh! não! não! Cousas bonitas, cousas futuras!

—Mas isso não basta; diga-me o resto. Esta senhora é minha irmã e de segredo, mas se é preciso sair, ella sae; eu fico, diga-me a mim só... Serão felizes?

—Sim.

—Serão grandes?

—Serão grandes, oh! grandes! Deus ha de dar-lhes muitos beneficios. Elles hão de subir, subir, subir... Brigaram no ventre de sua mãe, que tem? Cá fóra tambem se briga. Seus filhos serão gloriosos. É só o que lhe digo. Quanto á qualidade da gloria, cousas futuras!

Lá dentro, a voz do caboclo velho ainda uma vez continuava a cantiga do sertão:

Trepa-me neste coqueiro.
Bota-me os cocos abaixo.

E a filha, não tendo mais que dizer, ou não sabendo que explicar, dava aos quadris o gesto da toada, que o velho repetia lá dentro: