18 de Julho.

Tristão chegou a Pernambuco; esperam por elle a 23.


20 de Julho.

Chegou á Bahia o afilhado dos Aguiares. Creio que elles lhe darão festa de recepção, ainda que modesta. A ultima fotografia foi mandada encaixilhar e pendurar. É um bello rapaz, e a atitude do retrato tem certo ar de petulancia que lhe não fica mal, ao contrario.


25 de Julho.

Já aqui chegou o Tristão. Não o vi ainda; tambem não tenho saido de caza estes tres dias. Entre outras cousas, estive a rasgar cartas velhas. As cartas velhas são boas, mas estando eu velho tambem, e não tendo a quem deixar as que me restam, o melhor é rasgal-as. Fiquei só com oito ou dez para reler algum dia e dar-lhes o mesmo fim. Nenhuma dellas vale uma só das de Plinio, mas a todas posso aplicar o que elle escrevia a Apollinario: «teremos ambos o mesmo gosto, tu em ler o que digo, e eu em dizel-o.» Os meus Apollinarios estão mortos ou velhos; as Apollinarias tambem.