—Ainda não sabe da viagem á fazenda?

—Sabe, e parece que nem esperam as ferias; é daqui a dias. Sabe da viagem e do motivo, e aprova; diz que a viuva tem muito prestigio entre os libertos. Se pudesse iria tambem, mas Aguiar não ficaria só, e elle não pode deixar agora o banco.

—Mas elle não ficaria só; o Tristão ahi está.

—Não, por duas razões; a primeira é que Tristão nem ninguem supre a boa Carmo. A viagem que ella fez este anno a Nova-Friburgo custou muito ao marido. Não foi ella que me disse isto; eu é que soube, e percebe-se, todos sabem; Aguiar sem Carmo é nada. A segunda razão é que o proprio Tristão está com vontade, de acompanhar o desembargador e Fidelia, nunca viu uma fazenda, e tem vontade, antes de voltar para Lisboa...

—E a nossa amiga, deante desse eclipse dos dous, não está aborrecida?

—Foi o que lhe perguntei; disse-me que é por poucos dias, e espera; em todo caso, se houver demora dos outros, Tristão virá embora. Quer passar com ella e o marido o mais tempo que puder.

Mana Rita (percebe-se) está com vontade de achar algum defeito grande no afilhado do Aguiar, mas não acha nenhum, grande ou pequeno, e peza-lh'o. O bem que diz delle é repetição confessada do que ouviu. Eu não penso mal, antes bem, creio que já o escrevi em alguma destas paginas; mas não disse se bem nem mal. Deixei-me ficar a condenar o meu pobre jantar, que foi ruim, só o frango prestou e a fruta, menos as peras...

Ao café, mana Rita contou-me algumas anedotas de Andarahy, aonde a fui levar, seriam dez horas e donde voltei para escrever isto, acabar e repetir como principiei:

Mana Rita, mana Rita
Foi a ultima visita.