—Quem?

—Nhonhô talvez não se lembre mais de D. Eusebia...

—Lembra-me... É ella?

—Ella e a filha. Vieram hontem de manhã.

Occorreu-me logo o episodio de 1814, e senti-me vexado; mas adverti que os acontecimentos tinham-me dado razão. Na verdade, fôra impossivel evitar as relações intimas do Villaça com a irmã do sargento-mór; antes mesmo do meu embarque, já se boquejava mysteriosamente no nascimento de uma menina. Meu tio João mandou-me dizer depois que o Villaça, ao morrer, deixara um bom legado a D. Eusebia, cousa que deu muito que fallar em todo o bairro. O proprio tio João, guloso de escandalos, não tratou de outro assumpto na carta, aliás de muitas folhas. Tinham-me dado razão os acontecimentos. Ainda porém que m'a não dessem, 1814 lá ia longe, e, com elle, a travessura, e o Villaça, e o beijo da moita; finalmente, nenhumas relações estreitas existiam entre mim e ella. Fiz commigo essa reflexão e acabei de fechar o bahú.

—Nhonhô não vae visitar sinhá D. Eusebia? perguntou-me o Prudencio. Foi ella quem vestiu o corpo da minha defunta senhora.

Lembrei-me que a vira, entre outras senhoras, por occasião da morte e do enterro; ignorava porém que ella houvesse prestado a minha mãe esse derradeiro obsequio. A ponderação do moleque era razoavel; eu devia-lhe uma visita; determinei fazel-a immediatamente, e descer.


[CAPITULO XXVI]

O autor hesita