—Mamãe... mamãe...


[CAPITULO XXX]

A flor da moita

A voz e as saias pertenciam a uma mocinha morena, que se deteve á porta, alguns instantes, ao ver gente extranha. Silencio curto e constrangido. D. Eusebia quebrou-o, enfim, com resolução e franqueza:

—Vem cá, Eugenia, disse ella, comprimenta o Dr. Braz Cubas, filho do Sr. Cubas; veiu da Europa.

E voltando-se para mim:

—Minha filha Eugenia.

Eugenia, a flor da moita, mal respondeu ao gesto de cortezia que lhe fiz; olhou-me admirada e acanhada, e lentamente se aproximou da cadeira da mãe. A mãe arranjou-lhe uma das tranças do cabello, cuja ponta se desmanchara.—Ah! travessa! dizia. Não imagina, doutor, o que isto é... E beijou-a com tão expansiva ternura que me commoveu um pouco; lembrou-me minha mãe, e,—direi tudo,—tive umas cocegas de ser pae.

—Travêssa? disse eu. Pois já não está em edade propria, ao que parece.