1.—Eis aqui chegou Noé ao logar onde luctavam os dous filhos,
2.—E achou-os ainda agarrados um ao outro, e Sem debaixo do joelho de Japhet, que com o punho cerrado lhe batia na cara, a qual estava roxa e sangrenta.
3.—Entretanto, Sem, alçando as mãos, conseguiu apertar o pescoço do irmão, e este começou a bradar: «Larga-me, larga-me.»
4.—Ouvindo os brados, as mulheres de Japhet e Sem acudiram tambem ao logar da lucta, e, vendo-os assim, entraram a soluçar e a dizer: «O que será de nós? A maldição cahiu sobre nós e nossos maridos.»
5.—Noé, porém, lhes disse: «Calai-vos, mulheres de meus filhos, eu verei de que se trata, e ordenarei o que fôr justo .» E caminhando para os dous combatentes,
6.—Bradou: «Cessae a briga. Eu, Noé, vosso pae, o ordeno e mando.» E ouvindo os dous irmãos o pae, detiveram-se subitamente, e ficaram longo tempo atalhados e mudos, não se levantando nenhum d'elles.
7.—Noé continuou: «Erguei-vos, homens indignos da salvação e merecedores do castigo que feriu os outros homens.»
8.—Japhet e Sem ergueram-se. Ambos tinham feridos o rosto, o pescoço e as mãos, e as roupas salpicadas de sangue, porque tinham luctado com unhas e dentes, instigados de odio mortal.
9.—O chão tambem estava alagado de sangue, e as sandalias de um e outro, e os cabellos de um e outro,
10.—Como se o peccado os quizera marcar com o sello da iniquidade.