—Pois, então, não vale a pena. As duas malas chegam.

—Não chegam.

—Bem; se não chegarem, pode-se comprar na vespera. E mamãe mesmo escolhe; é melhor do que mandar esta gente que não sabe nada.

D. Benedicta achou a reflexão judiciosa, e guardou o dinheiro. A filha sorriu para dentro. Talvez repetisse comsigo a famosa palavra da janella:—Isto acaba. A mãe foi cuidar dos arranjos, escolha de roupa, lista das cousas que precisava comprar, um presente para o marido, etc. Ah! que alegria que elle ia ter! Depois do meio dia sairam para fazer encommendas, visitas, comprar as passagens, quatro passagens; levavam uma escrava comsigo. Eulalia ainda tentou arredal-a da idéa, propondo a transferencia da viajem; mas D. Benedicta declarou peremptoriamente que não. No escriptorio da Companhia de Paquetes disseram-lhe que o do Norte saia na sexta-feira da outra semana. Ella pediu as quatro passagens; abriu a carteirinha, tirou uma nota, depois duas, reflectiu um instante.

—Basta vir na vespera, não?

—Basta, mas pode não achar mais.

—Bem; o senhor guarde os bilhetes: eu mando buscar.

—O seu nome?

—O nome? O melhor é não tomar o nome; nós viremos tres dias antes de sair o vapor. Naturalmente ainda haverá bilhetes.

—Pode ser.