Uma das costureiras dobrou a costura, arrecadou apressadamente retalhos, tesouras, carreteis de linha, de retroz. Era tarde; ia-se embora.
—Dondon, espera um bocado que eu vou tambem.
—Não, não posso. O senhor faz favor de dizer que horas são?
—São oito e meia, respondeu Rubião.
—Jesus! é muito tarde.
Rubião, para dizer alguma cousa, perguntou-lhe porque não esperava, como a outra pedia.
—Só espero D. Sophia, acudiu Dondon com respeito; mas o senhor sabe onde é que esta móra? Móra na rua do Passeio. E eu vou dar com os ossos na rua da Harmonia. Olhe que daqui á rua da Harmonia é um estirão.
[CAPITULO XCIV]
Sophia desceu logo, achou Rubião transtornado, fugindo com os olhos. Perguntou-lhe o que era; elle respondeu que nada. Dondon sahiu, o director do banco despedia-se; Palha agradecia-lhe a fineza, estimava-lhe a saude. Onde estava o chapéo? Achou-o; deu-lhe tambem o sobretudo; e, parecendo que elle procurava outra cousa, perguntou se era a bengala.