—Não, senhor, é o guarda chuva. Creio que é este; é este. Adeus.
—Ainda uma vez, obrigado, muito obrigado, disse o Palha. Ponha o seu chapéo, está humido, não faça ceremonias. Obrigado, muito obrigado, concluiu apertando-lhe a mão nas suas, e curvado em angulo.
Voltando ao gabinete, deu com o socio, que teimava em sair. Instou tambem; disse-lhe que tomasse uma chicara de chá, que lhe passava logo; Rubião recusou tudo.
—A sua mão está fria, observou o moça ao Rubião, apertando-lh'a; porque não espera? Agua de melissa é muito bom. Vou buscar.
Rubião deteve-a; não era preciso; conhecia aquelles achaques, curavam-se com o somno. Palha quiz mandar vir um tilbury; mas o outro accudiu dizendo que o ar da noite lhe faria bem, e que no Cattete acharia conducção.
[CAPITULO XCV]
—Vou agarral-a antes de chegar ao Cattete, disse Rubião subindo pela rua do Principe.
Calculou que a costureira teria ido por alli. Ao longe, descobriu alguns vultos de um e outro lado; um delles pareceu-lhe de mulher. Hade ser ella, pensou; e picou o passo. Entende-se naturalmente que levava a cabeça atordoada: rua da Harmonia, costureira, uma dama, e todas as rotulas abertas. Não admira que, fóra de si, e andando rápido, désse um encontrão em certo homem que ia devagar, cabisbaixo. Nem lhe pediu desculpa; alargou o passo, vendo que a mulher tambem andava depressa.