E ficou parado, emquanto o portador descia os poucos degráus. Indo este a meio do jardim, ouviu bradar o Rubião:
—Espera!
Voltou para acudir ao chamado; Rubião já tinha descido os degráus; foram um ao outro, e pararam, calados. Correram dous minutos, sem que Rubião abrisse a boca. Afinal, perguntou alguma cousa, se as senhoras tinham passado bem. Era a mesma pergunta de ha pouco; o criado confirmou a resposta. Depois, Rubião deixou vagar os olhos pelo jardim. As rosas e as margaridas estavam lindas e frescas, alguns cravos desabrochavam, outras flores e folhagens, begonias e trepadeiras, todo esse pequeno mundo parecia estender os olhos invisiveis ao Rubião, e bradar-lhe:
—Alma sem vigor, acaba de uma vez com o teu desejo; colhe-nos, manda-nos...
—Bem, disse finalmente Rubião; lembranças ás senhoras. Não se esqueça do que lhe disse; precisando de mim, venha cá. Guardou a carta?
—Está aqui, sim, senhor.
—É melhor mettel-a no bolso, mas olhe não machuque.
—Não machuco, não, senhor, retorquiu o criado accommodando a carta.