—Está no Campo, esperando.

—Mande chamal-o.

D. Tonica, que estava á janella, disse para dentro:

—Lá vem Rodrigues.

E tornou a olhar para a rua, inclinando-se, sorrindo, emquanto na sala o pae continuava a guiar o Rubião para a porta, sem violencia, mas tenaz. Este parava, reprehendia:

—General, sou seu imperador!

—De certo, mas acompanhe-me Vossa Majestade...

Tinham chegado á porta; o major abriu a cancella, justamente quando o Rodrigues punha o pé na soleira. D. Tonica entrou para receber o noivo, mas a porta estava atravancada com o pae e Rubião. Rodrigues tirou o chapeo, mostrando o cabello, aspero e grisalho; tinha nas faces chupadas umas pintinhas de sarda, mas o riso era bom e humilde,—mais humilde ainda que bom,—e, não obstante a trivialidade do gesto e da pessoa, era agradavel. Os olhos não mostravam o espanto da photographia; este effeito provinha da emphasis que elle poz em todo o corpo, afim de que o retrato saisse bonito.

—Este senhor é o meu futuro genro, disse o major a Rubião. Não é verdade que viu no Campo um coche e um esquadrão de cavallaria? perguntou ao Rodrigues, piscando um olho.

—Parece que sim, senhor.