—Com uma condição, accudiu ella; não quero zangas nem barulhos.
Palha foi ficando mais serio. Zangas? barulhos? Que diabo podia ser? pensava elle. Já se não ria; tinha só um resto de sorriso forçado e resignado. Olhou bem para ella, e perguntou-lhe o que era.
—Você promette o que lhe disse?
—Vá lá. Que foi?
—Pois saiba que ouvi nada menos que uma declaração de amor.
Palha empallideceu. Não promettera deixar de empallidecer. Gostava da mulher, como sabemos, até o ponto singular de publical-a; não podia ouvir a frio a noticia. Sophia viu a pallidez, e gostou da má impressão causada; para saboreal-a mais, inclinou o busto, soltou o cabello atraz, que a incommodava um pouco, recolheu os grampos em um lenço, depois sacudiu a cabeça, respirou largo, e pegou nas mãos do marido, que ficara de pé.
—É verdade, meu velho, namoraram-te a mulher.
—Mas quem foi o patife? disse elle impaciente.
—Mau, se vamos assim, não digo nada. Quem foi? Quer saber quem foi? Hade ouvir quietinho. Foi o Rubião.
—O Rubião?