—Nenhuma. Comtudo, acabarei por ahi.
—Sim?
—Mamãe não deseja outra cousa, e o senhor mesmo sei que é dessa opinião.
Uma resposta negativa roçou os labios de Luiz Garcia; a tempo a reprimiu, confirmando com o silencio a pia fraude de Valeria. Tinha nas mãos o meio de inutilisar o effeito do equivoco: era mostrar-se indifferente. Jorge distraía-se em equilibrar um palito na borda de um calix; o interlocutor, depois de olhar para elle, rompeu emfim a larga pausa:
—Mas porque motivo cede hoje, depois de recusar tanto tempo?
Jorge ergueu os olhos, fez-lhe um signal e foram para o terraço.
—O senhor é amigo velho de nossa casa, disse elle; posso confiar-lhe tudo. Mamãe quer mandar-me para a guerra, porque não póde impedir os movimentos do meu coração.
—Algum namoro, concluiu friamente Luiz Garcia.
—Uma paixão.
—Está certo do que diz?