—Porque? replicou vivamente a viuva.

Estella sorriu.

—Podia dizer-lhe, respondeu ella, que não tenho coração...

—Seria mentir. Mas vás talvez dizer que um bom marido não é cousa facil de achar.

—Isso.

—Tens razão até certo ponto. De todas as aves raras a mais rara é um bom marido; mas o que é raro não é impossivel. Metteu-se-me em cabeça que heide descobrir uma joia. Se eu a encontrar, que farás-tu?

—Acceito, disse a moça depois de um instante.

—Assim, não; não quero que a acceites sem vontade; has-de acceital-a com amor... porque eu não creio que não tenhas coração; é faceirice de moça bonita. Deixa ver,—continuou a viuva collocando-lhe a mão no peito;—tens, oh! tens um coração que parece querer despedaçar-te o peito. Estella, tu estás doente!

—Que ideia! exclamou a moça rindo. Se eu vendo saude! Não estou doente, estou commovida. Tratemos do noivo. Não me peça que o ame apaixonadamente, porque eu não nasci para isso. Minha natureza é fria. Mas um pouco de estima, certo interesse...

—Justo: a semente do amor. O tempo se encarregará de fazer a arvore.