Yayá pegou do retrato que puzera na borda do marmore de lavatorio, e olhou alguns instantes para elle. Estella quiz conchegal-a a si, mas a enteada fugiu-lhe com o corpo.

—Trata-se... de teu pae? perguntou a madrasta.

Yayá fitou-a e respondeu:

—Sim, mamãesinha; estava a sacudir a poeira do retrato de papae, e comecei a pensar... foi uma loucura... se elle... morresse?

Estella reprehendeu-a com uma interjeição; Yayá quiz continuar, mas a outra interrompeu-a impetuosamente:

—Cala-te, disse; não penses em tolices. Dá cá o retrato.

—Não é verdade que elle é o melhor dos homens? perguntou Yayá, em quanto Estella pendurava o retrato.

A unica resposta da madrasta foi caminhar para ella e dizer-lhe que nunca mais pensasse em semelhante cousa.

—Não sou senhora dos meus pensamentos, respondeu a moça, erguendo os hombros.

Após alguns segundos de silencio, Estella percebeu que alguma cousa preoccupava a enteada, e disse-lh'o. Yayá respondeu negativamente. Mas Estella insistiu: