Tinha-se demorado muito e era preciso sair do quarto; mas, como houvesse chorado, podiam ler-lhe os vestigios da dor. Yayá foi ao lavatorio deitou agua na bacia e começou a banhar os olhos e o rosto. O rumor da agua impediu-lhe ouvir que alguem abria a porta. Estella appareceu-lhe repentinamente.

—Que faz você aqui ha tanto tempo? disse a madrasta, parando á porta.

Yayá não se atreveu a olhar de rosto para ella; mastigou uma resposta esquiva e continuou o que estava fazendo.

—Que tens? perguntou Estella pegando-lhe dos braços e fazendo-a voltar para si. Você chorou? ... Chorou, sim; tem os olhos vermelhos. Que foi? Yayá, fala; que é?

—Não é nada, acudiu a outra procurando sorrir.

—Não minta, Yayá.

A enteada olhou de relance para o espelho; viu que era inutil mentir.

—Foi uma tolice, disse ella.

—Alguma travessura?

—Antes fosse!