Fóra do costume, o seu ar não era tranquillo.
—Não; eu não estava a dormir.
E olhou inquiridoramente para os recemchegados.
Com um suspiro abafado e profundo, o companheiro de Samoílof tirou o boné e estendeu a Pélagué a mão forte e de dedos grossos.
—Bôa noite, mãesinha! Não me reconheceu? disse-lhe amigavelmente como a um velho conhecimento.
—Ora?! exclamou ella com alegria. Iégor Ivanovitch! o sr.?!
—Eu, sim!
Tinha o cabello comprido como um menino de côro. Illuminava-lhe a fisionomia um sorriso de bondade; os seus olhitos pardos fitavam-se em Pélagué com expressão carinhosa. Assemelhava-se a um samovar no seu corpito redondo, no pescoço grosso e nos braços curtos. A pelle da cara reluzia; no seu peito parecia pesar e rostilhar alguma coisa...
—Vão para aquelle quarto; eu vou vestir-me! propôz ella.
—Temos que dizer-lhe! respondeu Samoílof, preoccupado e olhando-a de soslaio.