Pélagué approximou-se, assentou-se ao seu lado; enlaçando-o com os braços, puxou para o peito a cabeça do filho. Elle repelliu-a, pondo-lhe o braço no hombro, e disse:
—Depressa, mamã!
—Patetinha! respondeu ella com voz triste e carinhosa.
—Tambem quero fumar! Dá-me o cachimbo do pae... rosnou, movendo a custo a lingua rebelde.
Era a primeira vez que se embriagava.
O alcool tinha enfraquecido o seu corpo, mas não lhe extinguira a consciencia; perguntava a si proprio:
—Estou bêbedo?... Estarei bêbedo?
As caricias da mãe vexavam-no; estava commovido pela tristeza do olhar d’ella. Tinha vontade de chorar; e para vencer este desejo fingiu-se ainda mais embriagado.
E a mãe acariciava-lhe os cabellos em desordem e cobertos de suor, dizendo suavemente:
—Não devias ter feito isso...