Um dos guardas respondeu:
—Não és cara para teres na cabeça o que quer que seja... a não ser piôlhos!
—Pois n’esse caso, catem-nos, que é trabalho digno de vós!
O espião lançou-lhe um máo olhar, e escarrou para o chão.
—Deixem-me passar! pediu Pélagué. Não vêem que a minha carga é pesada? Trago o corpo quebrado...
—Vá! vá! pode passar mas não grite tanto! respondeu o guarda com máo modo.
Chegando ao seu logar, Pélagué pôz no chão as panelas da sopa e olhou em volta, limpando o suor.
Dois serralheiros, os irmãos Goussef, vieram logo; o mais velho, Vassili, perguntou-lhe em voz retumbante, franzindo o sobrolho:
—Temos hoje empadas?
—Ámanhã! respondeu logo.