—Passando na rua, vi luz cá dentro e bati á porta para a cumprimentar. Saí da cadeia agora mesmo!
E apertando a mão de Pélagué:
—O Pavel recommenda-se muito.
Deixando-se caír n’uma cadeira, hesitantemente olhou em volta, como de costume desconfiado.
A sua cabeça angulosa e rapada e os seus olhitos tornavam no antipatico a Pélagué, o que não impedia que estivesse gostando de vel-o e que lhe dissésse, affectuosa:
—Emagreceste!... Ó André, vamos fazer-lhe o chá!
—Já cá estou preparando o samovar! respondeu da cosinha o russo-menor.
—E então como vae o Pavel? Vieram outros para a rua comtigo?
Vessoftchikof respondeu abaixando a cabeça:
—O Pavel continúa preso... Encheu-se de paciencia... Para a rua vim só eu.