—A Sachenka diz que o rosto é o espelho da alma...

—Qual historia! Tem o nariz de gancho, as faces agudas como bicos de tezoura, e todavia a sua alma é pura como uma estrella!...

Sentaram-se para tomarem o chá e comerem. Vessoftchikof deitou a mão a uma grande batata, salgou um pedaço de pão e começou a comer tranquillamente, vagarosamente, como um lobo.

—E como vão as coisas por cá? perguntou com a bôca cheia.

E, tendo ouvido as informações d’André:

—Tudo isso vae de vagar! É preciso ir mais de pressa.

—A vida não é um cavallo: não a fazemos andar ás chicotadas.

Mas o bexigoso meneava a cabeça, obstinado.

—Vae devagar... vae... Eu não tenho grande paciencia... Que é preciso que eu faça?

—Devemos aprender a ensinar os outros. É este o nosso dever!