—Pensava que seria um grande parvo aquelle que te insultasse.

—E porque hão-de insultar-me? perguntou ainda André, encolhendo os hombros.

—Sei lá! O que digo é que o homem que te tiver insultado, ha-de ficar depois com uma linda cara de parvo!

—Era a isso que querias chegar!... commentou, rindo.

Ouviu-se a voz de Pélagué:

—Venha, André! venha buscar o samovar.

A sós, Vessoftchikof olhou em volta; estendeu a perna, observou as botas grossas; acurvou-se, palpando a barriga da perna; depois observou attentamente a palma e as costas da mão pelluda; levantou-a, e ergueu-se.

Quando André trazia o samovar, o bexigoso, diante do espelho, acolheu-o com estas palavras:

—Ha quanto tempo eu não via o meu focinha!... Estou feio como o diabo!

—Que te faz isso?