—Percebeste-a?... Tem mais coração do que tu.

—Querem chá? perguntou a velha.

E sem esperar resposta, accrescentou logo:

—É que estou transida de frio.

Pavel dirigiu-se a ella, com um sorriso a tremer-lhe nos labios.

—Perdôa, mãe... Sou ainda uma creança... um garôto...

Ella estreitou-o a si.

—Não me ralhes mais. Não me digas mais nada. Deus seja comtigo, filho! Segue lá a tua vida, mas não bulas no meu coração. Como não haveria de uma mãe ter piedade do seu filho? Tenho piedade de todos...

—Está bem, mamã. Perdôa. Fiz mal.

E afastando-se, enleado: