—Não tenha medo, mãesinha, que não lhe tocarei nem com um dedo! Sou simplorio como um nabo cosido. E gosto muito d’elle. Olha tu é que não deves dar ouvidos ao teu heroe! Anda como se tivesse estreado um collete garrido: com o peito espetado, empurrando em toda a gente para que lhe vejam bem o collete... É bonito, lá isso é; mas para que diabo empurra elle o proximo?
Pavel disse de lá:
—Ainda estás resmungando? E approximou-se logo.
André, sempre sentado no chão, tinha posto entre as pernas o samovar e contemplava-o. Pélagué, encostada á porta, fixava o olhar na nuca e no farto pescoço do russo-menor. Elle então deitou o corpo para traz, com as mãos apoiadas no chão, e, depois de ter observado a mãe e o filho:
—Em verdade, olhem que são muito boa gente!
Pavel abaixou-se para lhe pegar n’um braço.
—Não puxes por mim, que me fazes caír!
—Para que se zangam? perguntou ella tristemente. Não seria melhor que se abraçassem?
—Queres?... murmurou Pavel.
—Porque não?