Pavel ajoelhou-se e os dois homens abraçaram-se, unindo-se n’uma só alma, animada da mais quente amisade.

Pélagué chorava; era porem um pranto sem amargor. Enxugando os olhos, balbuciou:

—As mulheres gostam de chorar... de tristeza... e de alegria...

André afastou o amigo, e esfregando os olhos:

—Basta! basta! Que diabo de carvão! Tenho os olhos cheios d’elle!

Pavel sentara-se junto da janella, e murmurou:

—Lagrimas como estas não devem envergonhar.

—Sim! Acabámos de viver uns momentos de uma boa vida, humana, replecta de amor! exclamou André.

Ao que a mãe observou:

—Tudo está mudado! O pezar é outro... outra é a alegria... já nem sei... já não sei o que me faz viver... faltam-me as palavras...