XXVI
Pélagué tinha saído. Pouco depois alguem entrava.
—É o Jéfim! informou Rybine. Entra! Anda cá. Este homem, que vês aqui, chama-se Pavel. Foi d’elle que eu te falei.
Jéfim era um rapagão de cara ampla, cabellos ruivos, olhos pardos, robusto e bem talhado, trajando uma capa curta. Avançou até Pavel, de boné na mão e olhar baixo.
—Ora viva! resmungou, apertando a mão de Pavel, e tendo percorrido o quarto com o olhar, demorando-o na estante dos livros, poz-se a alisar com a mão os cabellos asperos.
—Já os viu! exclamou Rybine.
Jéfim foi ver os livros mais de perto.
—Ih! quantos ha por cá! E naturalmente lê-os muito. No campo, não temos tempo...
—E pouca vontade, não? perguntou Pavel.
—Ao contrario! Hoje somos obrigados a pensar, se não, não nos resta mais do que deitarmo-nos e esperarmos a morte. Como o povo não quer morrer, poz-se a trabalhar com o cerebro. «Geologia?...» O que é isto?