Rybine completou:

—O camponez tem mais firmeza nas pernas. Sente a terra debaixo dos pés, ainda que não lhe pertença. Mas o operario é como um passaro: não tem patria, nem lar; um dia aqui, outro dia ali.

Pélagué entrou. Jéfim tinha-se approximado de Pavel a quem pediu:

—Poderia dar-me um livro?

—Da melhor vontade.

O jubilo brilhou-lhe no olhar.

—Eu restituo depois. Obrigado! Hoje, os livros são tão precisos como á noite uma candeia.

Rybine tinha posto a capa.

—Vamos, que são horas.

—Olha: já tenho que ler! exclamou Jéfim, mostrando-lhe o livro, com um sorriso muito aberto.