A ruasita quebrava perto d’ella para a esquerda. N’um grupo compacto discutia-se.
—Não é por insolencia que elles affrontam as baionetas, irmãos!
—Viram, ãn! Os soldados a marcharem sobre elles, e elles impassiveis! sem medo!
—Que valente é o Pavel Vlassof!
—E o russo-menor!
—Meus amigos! boa gente! exclamou ella, avançando.
—Olhem: traz na mão o resto da bandeira!
—Cala-te! ordenou uma voz severa.
Ella estendeu o braço, com um gesto largo.
—Escutem, em nome de Jesus! Sois todos dos nossos, gente sincera. Abride os olhos... olhae sem receio... O que se passou? Os nossos filhos levantam-se, pacificamente... Os nossos filhos, o nosso sangue, levantam-se em nome da verdade, abrem lealmente um caminho novo, largo, direito, destinado a todos... Por todos vós, pelos vossos filhos, empreendem uma cruzada... dirigindo-se para um mundo cheio de encanto. Em nome de todos e pelo nome de Christo, caminham contra todas as coisas por meio das quaes os maos, os mentirosos, os rapinantes, nos prendem, nos estrangulam prisioneiros. Meus amigos! é pelo povo, pelo mundo inteiro, por todos os opprimidos que os nossos filhos se sublevaram. Não os abandoneis, não os renegueis, não deixeis os vossos filhos seguirem sósinhos a sua estrella. Tende piedade de vós mesmos... amae-os... compreendei aquelles corações juvenis... tende confiança n’elles.