—E a senhora sente-se tambem, disse Rybine, dirigindo-se a Sofia.

Sem uma palavra, esta tomou assento em cima d’um fardo e poz-se a examinar Rybine.

—E quando foi elle preso? perguntou este; e acrescentou com um abanar de cabeça: Não tens sorte nenhuma, Pélagué!

—Que importa!

—Então, já te vaes costumando?

—Não, mas cheguei ao convencimento de que as coisas não pódem ir d’outra fórma!

—Ora ahi está! disse Rybine. Conta, então...

Jéfim trouxe uma infusa de leite; o outro tomou de sobre a mesa uma tigella, laviscou-a com um pouco d’agua e depois de a encher de leite, empurrou-a para o logar de Sofia. Ia e vinha sem ruido, com precaução. Depois da mãe ter finalisado a sua curta narrativa, todos ficaram calados. Ignaty, que continuava á mesa, fazia gravuras nas taboas com as unhas. Jéfim encostava-se ao hombro de Rybine. Jacob, de braços cruzados no peito, baixava a cabeça. Sofia continuava a analysar as caras d’aquelles campónios.

—Pois está visto! declarou Rybine, arrastando muito as sylabas. Decidiram-se a proceder ás claras...

—Elles que viessem para cá com uma fantochada d’essas, declarou Jéfim, que os moujiks dariam cabo d’elles!...