—São essas as minhas tenções! declarou Ignaty, batendo na perna com uma acha. Uma vez que está resolvido combater-se, é preciso marchar sem hesitação.

A conversa cessou. Voltavam pelo ar, atarefadas, as abelhas e as vespas, esmaltando o silencio com os seus zunidos. Os passarinhos chilreavam; de longe, vinha uma canção n’uma toada que vagueava por sobre os campos. Depois de curto silencio, proseguiu Rybine:

—É preciso trabalhar, companheiros... Ou talvez prefiram descançar... Lá dentro da choupana ha camas a lastro. Ó Jacob, vae-lhes arranjar folhas bem sêccas... E tu, dá cá os livros, tiasinha! Onde estão?

Sofia e Pélagué abriram os alforges. Rybine inclinou-se a espreitar e disse, satisfeito:

—Ahi está... Mas que grande quantidade trouxeram! Ora venham vêr! Ha muito tempo que trabalha n’este negocio, a senhora? acrescentou, falando com Sofia.

—Ha doze annos.

—Então, como se chama?

—Chamo-me Anna Ivanovna. Porquê?

—Cá por coisas. E já esteve presa provavelmente?

—Já estive.