—Está aqui escripto: «O homem dos campos deixou de ser uma creatura humana.» E é bem verdade; já o não é!

Perpassou pelo seu rosto ingenuo e franco uma expressão de aviltamento.

—Este sabio das duzias! continuou, referindo-se ao articulista. Eu queria vêr-te na minha pelle! Fizesses-te tu fino! Então é que se havia de vêr o que tu eras!

—Vou descansar um bocado, disse Pélagué a Sofia. Sinto-me um pouco fatigada e este cheiro do alcatrão faz-me dôres de cabeça. Vem?

—Ainda não.

Pélagué estendeu-se na cama e d’ahi a pouco dormitava. Sofia, sentada á cabeceira, continuava observando os leitores, ao passo que ia enxotando com sollicitude os zangãos e as vespas que vinham adejar em volta do rosto da companheira. Pélagué, com os olhos meio cerrados, percebia-o e taes attenções impressionavam-na.

Rybine approximou-se, perguntou:

—Está a dormir?

—Está.

Elle calou-se um pedaço, attentou no sereno rosto da anciã e com um suspiro proseguiu baixinho: