—Ainda não... ainda não sou tartaro.
—É que não fala exactamente como um russo! explicou ella sorrindo, porque lhe compreendera o gracejo.
—A minha lingua vale mais do que o russo! exclamou com um meneio importante. Sou russo-menor, da cidade de Kanief.
—E ha muito tempo que está por cá?
—Vivi na cidade, perto de um anno, e ha um mez que vim aqui para a fabrica. Travei conhecimento com excellentes pessôas... o seu filho... e mais alguns... não muitos. Quero fixar-me por cá, accrescentou, torcendo o bigode.
Estava agradando a Pélagué que, para agradecer o elogio feito ao filho, lhe perguntou:
—Quer chá?
—O quê? sósinho? observou, encolhendo os hombros. Faça o offerecimento quando estivermos todos juntos.
Ouviram-se passos outra vez, a porta abriu-se de chofre; Pélagué levantou-se. Com grande espanto seu, quem entrou na cosinha foi uma rapariga, de vestido leve e pobre, baixa, com cara de camponeza. A recemchegada, cujos cabellos eram loiros e espessos, perguntou:
—Ainda venho a tempo?