—É que faz o possivel para descer ao nivel d’elles, pensava.
Mas esta razão não a satisfazia, pois que o operario claramente se sentia constrangido, com a intelligencia como que oppressa, e não chegava a expressar-se tão simples e livremente como com ella, por exemplo, mulher da sua condição. Um dia, n’um momento em que Nicolao se ausentára da sala, perguntou a um d’elles:
—Porque estás tu tão contrafeito? Olha que não és um menino a fazer exame.
O homem abriu-se n’um franco sorriso.
—É a falta de habito... Assim como assim... não é cá da nossa classe!
E ficou-se cabisbaixo.
—Não quer dizer nada, replicou ella. Pois se elle é tão boa pessoa...
O operario volveu para ella o olhar, sorriram um para o outro e nada acrescentaram.
Ás vezes, apparecia por lá Sachenka.
Nunca se demorava, falava sempre apressadamente, sem se rir. E quando se retirava, perguntava invariavelmente a Pélagué: