—Como está o Pavel? Passa bem?

—Sim, senhora; graças a Deus! Está bom, bem disposto.

—Cumprimentos da minha parte! concluia a rapariga, e desapparecia.

Umas vezes por outras, queixava-se-lhe a pobre mãe por conservarem preso o Pavel tanto tempo, sem se fixar data para o julgamento. Sachenka calava-se, frazindo o sobrolho; tremiam-lhe os labios e os dedos agitavam-se-lhe nervosamente.

A mãe de Pavel tinha impetos de lhe dizer:

—Minha querida, eu sei que o amava... sim, bem o sei!

Mas não se atrevia: os ares serios da rapariga, a sua bocca franzida, a recusa do seu falar pareciam repudiar de antemão qualquer meiguice. Limitava-se a sorrir e a apertar a mão que lhe estendiam, dizendo comsigo:

«Pobre pequena!...»

Um dia, appareceu-lhe Natacha. Muito satisfeita com vêr que Pélagué a beijava affectuosamente, annunciou-lhe, em voz sumida, e entre outras coisas:

—Morreu minha mãe... morreu, a minha pobre mamã!