—Como você é fina, mãesinha!
—Posso ir vêr-te ao hospital? perguntou ella.
O doente acenou com a cabeça, tossindo muito. Lioudmila fitava na velha os seus grandes olhos pretos.
—Quer que lhe fiquemos de guarda, cada uma por sua vez? propoz. Sim? Está bem!... Mas agora, vá, vá depressa.
Agarrou Pélagué por um braço em gesto amigavel mas autoritario, fêl-a saír para o corredor e ali disse-lhe baixinho:
—Não se zangue por eu a despedir assim... Não é bonito, bem sei; mas faz-lhe tanto mal falar!... E eu tenho esperança...
Esta explicação commoveu Pélagué. Murmurou:
—Não diga isso!... Não é bonito! Mas a senhora é um anjo!... Até mais vêr; eu cá me vou.
—Cuidado com os espiões! recommendou a outra em segredo. E levando as mãos ao rosto, passando-as depois pelas fontes, com uma tremulencia nos labios, tomou uns ares de maior bondade.
—Sim, esteja descansada, respondeu Pélagué com uma pontinha de orgulho.